sábado, 9 de setembro de 2017

ATRAVÉS DA JANELA




Como fazia todos os sábados, lá pelas onze horas, onze e meia, o velho advogado chegava ao bar e sentava numa mesa - quase cativa - bem em frente à janela, de onde se podia ver, com folga, a praça da Matriz. O dono do bar, seu Alfredo, gostava dele. Servia-o sempre o mesmo: uma garrafa de zinebra do Conde, “Gato Preto” e uma porção de queijo com azeitonas. Como aquele horário tinha pouco movimento, ele e seu Alfredo conversavam sobre quase tudo: mulheres, futebol e política, principalmente.

A VISITA

A três bruxas de Macbeth (1783),  Johann Heinrich Füssli - Numa meia-noite, insone, agonizava em sono arrebatado e inconcluso. ...